domingo, 29 de julho de 2012

A Busca da Homeostase Educacional






Certamente a maioria das pessoas já ouviram falar no Art. 5º da Constituição Federal/88 onde se assegura que  “Todos são iguais perante a Lei sem distinção de qualquer natureza...” somado aos Arts. 205 ao 214, que trata de educação como direito de todos, frisando o Art. 206 “I- Igualdade para o acesso e permanência na escola”.
Existem muitos marcos legais que asseguram o acesso e a permanência na escola o Estatuto da Criança e do Adolescente (8069/90) é um destes marcos legais que reforçam e asseguram este direito:
ART. 53 - A criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho, assegurando-se-lhes:
I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;
II - direito de ser respeitado por seus educadores;
III - direito de contestar critérios avaliativos, podendo recorrer às instâncias escolares superiores;
IV - direito de organização e participação em entidades estudantis;
V - acesso a escola pública e gratuita próxima de sua residência.
Parágrafo Único - É direito dos pais ou responsáveis ter ciência do processo pedagógico, bem como participar da definição das propostas educacionais. (Lei 8069/90).

Porém partindo do princípio que esta Lei é cumprida, surgem outros questionamentos não menos importantes: Quem assegura o direito à aprendizagem? Quem garante que o fato do aluno adentrar aos muros da escola lhe proporciona aprendizado?  Ou até mesmo quem assegura que este é integrante atuante da comunidade escolar? Adentrar e permanecer na escola desde quando é sinônimo de aprendizagem?
Estes e outros questionamentos surgem ao se voltar para o âmbito educacional, fica fácil perceber as grandes fraturas no processo de ensino/aprendizagem, fato que não é solucionado ao culpar o magistério por isso, pois estas fraturas são as heranças de nosso passado não tão distante onde a educação tinha ligação profunda com os interesses políticos... se é que ainda não tem!
Mas de quem é a culpa por tamanho fracasso escolar?
Certamente esta questão está na cabeça de milhares de brasileiros que buscam uma alternativa de melhorar a realidade das escolas brasileiras no que tange a aprendizagem significativa. E por falar em aprendizagem o que realmente colaboraria para que esta ocorresse de forma otimizada?
É sabido que a aprendizagem envolve inúmeros fatores tanto de ordem biopsicossocial, como ambiental, emocional, físico e tantos outros... Porém poucos professores conhecem os mecanismos cerebrais que atuam no momento da aprendizagem, como o cérebro recebe as informações e transforma em conhecimento, como são formadas as sinapses, que mecanismos favorecem ou prejudicam a aprendizagem, que papel exerce o professor como mediador do conhecimento e como sua postura pode interferir positivamente ou negativamente neste processo, pois as emoções exercem papel importante no momento da aprendizagem fato de que muitos desconhecem.
 “A aprendizagem infantil no que tange ao processo escolar em geral, está intimamente relacionada ao desenvolvimento da criança, às figuras representativas desta aprendizagem (escola, professores), ambiente de aprendizagem formal, condições orgânicas, condições emocionais e estrutura familiar. Qualquer intercorrência em um ou mais destes fatores pode influenciar, direta ou indiretamente, o processo de aquisição da aprendizagem”. (PAULA, 2006, p.226).
Exigir uma resposta “padrão” dos alunos é um caminho improdutivo; cada aluno é único, com o seu próprio tempo lógico e psicológico, cada um tem sua maneira específica de transformar informação em conhecimento, pois este depende de vivências consolidadas. Respeitar este “canal” para o ato de aprender é preservar o cérebro de uma possível sobrecarga que só contribuiria para uma desintegração total da aprendizagem.
Mas a garantia de aprendizagem não pode estar ligada a Leis, ou seja, não são leis que irão garantir que o processo de aquisição do conhecimento seja efetivamente positivo, mas todas as pessoas envolvidas neste processo, pois esta se dá através do contato humano, da formação do profissional, da estrutura física e emocional que o ambiente proporciona, do comprometimento dos professores, dos alunos, dos pais, da comunidade e dos representantes do nosso país.
E como encontrar esta Homeostase Educacional?
Infelizmente não temos receita pronta com ser humano (com gente sabe?) não “dá pra” ter receita pronta! Mas um dos possíveis caminhos seria na formação dos docentes no que tange o conhecimento das arquiteturas e funções cerebrais, bem como noção de neurodesenvolvimento, maturação nervosa, influência do meio socioambiental, fato que refletiria diretamente nas práticas educacionais. No comprometimento governamental que asseguraria a segurança e a qualidade do espaço físico/ambiental das salas de aulas, bem como a participação efetiva da comunidade onde a escola está inserida. Seria um bom começo para Neuroativar o Equilíbrio Educacional!

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Neuroativando


      
A população mundial está estimada em cerca de 7 bilhões de pessoas segundo a ONU, todos poderemos concordar que há muitos cérebros por aí a fora... mas como estão estes cérebros a trabalhar? Como andam sua saúde e como permitem seu “dono” a desenvolver-se???
Neste momento e como proposta deste blog conversaremos sobre o cérebro, ou melhor sobre gente... o que essa gente tem feito com seu cérebro? Pergunta que não poderemos responder, mas procuraremos entender!
Hoje precisamos usar nosso cérebro para mudar nossos caminhos numa nova proposta de vida, uma vida onde deixaremos nossas roupas usadas e procuraremos outras... uma vida onde poderemos encontrar outros lugares e espaços para nosso desenvolvimento enquanto Seres Humanos.
Precisamos NEUROATIVAR nossos ideais de humanidade sabendo que essa humanidade se constrói por nossa Educação, e assim mais um questionamento... Como anda nossa Educação?  Fazemos parte de um mundo onde vence o mais esperto ou o mais forte? Educamos quem, o mais esperto ou o mais forte? Educamos?????
Que neste momento possamos silenciarmos em nossas sinapses... e procurar respostas para nossos caminhos, ou mesmo caminhos para nossas respostas.